Gnosis (Γνωσις) significa “conhecimento” em grego. No entanto, existem vários vocábulos gregos que também são traduzidos como “conhecimento”, como episteme (ἐπιστήμη) e techne (τέχνη). Mas qual é a diferença entre eles?

A relação dos gregos com o conhecimento levou ao desenvolvimento destes termos, com os quais podiam, assim, discriminar os diversos tipos do conhecimento. Techne, por exemplo, refere-se ao que normalmente chamamos de “técnica”, ou até mesmo “tecnologia”. É o conhecimento prático, a habilidade, o saber do artesão. Episteme diz respeito ao saber superior e aplicado. O termo está relacionado ao que chamamos de Ciência, o conhecimento científico, indo além da techne por ser um conhecimento que inclui leis e causas. O artesão sabe fazer algo, mas não sabe os porquês por trás do que faz.

Gnosis, por sua vez, é o mais alto grau de conhecimento. É o conhecimento das causas primeiras, de caráter universal. Para os gregos, gnosis representava um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem.

 

Por que Gnosis?

Nossa empresa não se chama Gnosis por acaso. Como empresa de Consultoria, estamos, naturalmente, no ramo de transferência de conhecimento. Os conhecimentos relativos à Administração e à Tecnologia da Informação estão em algum lugar entre Techne e Episteme.

Ao batizarmos nossa empresa de Gnosis, pretendemos indicar alguns de nossos valores e crenças.

Acreditamos que a Tecnologia da Informação não faz sentido por si mesma. Embora isso pareça óbvio, não é raro vermos departamentos de TI de empresas atuando como se a TI fosse um fim em si. É possível que boa parte do estranhamento entre TI e Negócio -e da dificuldade de comunicação entre os respectivos profissionais- derive dessa postura equivocada. Para nós, é evidente que a TI só faz sentido na medida em que serve ao Negócio, viabilizando processos cada vez mais alinhados aos seus objetivos estratégicos.

Até aí, muita gente já chegou. A necessidade de alinhar TI e Negócio é um mantra há já algum tempo, e, depois de muitos equívocos, parece que as empresas e consultores estão finalmente encontrando formas de fazer com que este alinhamento vá além de bons propósitos e belas palavras. Acreditamos que os conceitos e ferramentas da Arquitetura Corporativa são uma importante contribuição nesse sentido, e é por isso que este conceito é um de nossos focos principais.

Mas não queremos parar por aí. Acreditamos ainda que o Negócio também não pode ser visto como um fim em si mesmo. Infelizmente, muitas empresas atuam como se assim fosse, através de ações predatórias contra a sociedade, o meio ambiente ou seus funcionários, por exemplo, quando não contra os próprios clientes! A crescente preocupação com conceitos como a Governança Corporativa, Responsabilidade Social, Sustentabilidade e o Triple Bottom Line (financeiro, ambiental e social) mostram que a sociedade está reagindo a uma visão de um Capitalismo primitivo em que a Empresa vem antes das Pessoas.

Em outras palavras, acreditamos que se trata de “tecnologia e negócios para o Homem” ao invés de “O Homem para a tecnologia e o negócio”. A primazia tem que ser das pessoas, sejam clientes, fornecedores ou colaboradores.

É neste ponto que entra o conceito de Gnosis. A transferência pura e simples de conhecimento através de consultoria é episteme ou techne, mas certamente não é gnosis. Pode-se ensinar “como fazer” (Techne) ou até “por que as coisas funcionam assim, quais as causas imediatas” (Episteme), mas até esse ponto não há a indagação pelo sentido profundo do que se faz e se ensina. Qual a função da Tecnologia para o Homem? Qual a importância da Empresa para a Sociedade? Onde queremos chegar? Na Gnosis, procuramos sempre fazer-nos essas indagações, não de forma isolada, mas de forma impregnada no dia a dia de nosso trabalho. Cada Consultor da Gnosis é convidado a sempre perguntar-se: “Como o uso desta tecnologia, deste método, deste processo ajuda o Negócio a melhor servir às Pessoas?” Acreditamos que essa é a única Missão que justifica a existência da Tecnologia da Informação e, claro, das empresas também.

Isto tem conseqüências práticas. Procuramos, por exemplo, ao estudar um novo Modelo de Processos ou uma nova Metodologia, separar o modismo do que é realmente útil. E não fugimos de apontar conseqüências perigosas que possam estar por trás de práticas aparentemente inócuas ou mesmo positivas.

A idéia da “neutralidade da ciência e da tecnologia” foi enterrada na Segunda Guerra Mundial. A idéia positivista e cientificista de “progresso”, entendido como uma melhora inevitável da sociedade como conseqüência do acumulo de conhecimento científico, foi definitivamente desmoralizada naquele momento. Infelizmente, essa fé cega no progresso científico, apesar das inúmeras evidências em contrário, ainda está muito presente em nossa sociedade. O argumento “ressuscita”, por exemplo, a cada vez em que a sociedade decide colocar freios a pesquisas científicas cuja ética é, no mínimo, questionável, como vem acontecendo nos debates sobre clonagem humana. Mas está impregnado na “sabedoria convencional” quando se parte do princípio de que toda utilização de tecnologia por parte das empresas é necessariamente benéfica para a Sociedade.

Por não acreditarmos no dogma da “neutralidade científica e tecnológica”, procuramos impregnar nosso trabalho de consultoria com essa visão de mundo. Isto nos leva a conduzir projetos de Mudança Organizacional -baseados, por exemplo, em Melhoria de Processos- levando em conta os aspectos culturais, sociológicos, políticos e psicológicos que, embora quase sempre desprezados, estão presentes de modo fortíssimo. A desatenção a esses aspectos, está provado, é responsável por um enorme porcentual de projetos fracassados nas empresas. O pior é que, quando o projeto fracassa, pouca gente entende o porquê.

Essa busca pelo sentido profundo do relacionamento entre Tecnologia, Negócio e Sociedade, procurando transcender o mero “como fazer”, é o que justifica o nome Gnosis para nossa empresa.

 

 

Missão, Visão e Valores

Missão: O que estamos fazendo aqui?

Identificar e propor soluções diferenciadas para a melhoria do desempenho de nossos clientes, associando Negócio, Processos, TI e Pessoas.

Tecnologia e Processos para o Negócio. Negócio para as Pessoas. 

 

Visão: Onde queremos chegar?

Ser referência na geração e transmissão de conhecimento original – teórico e prático – percebida pelos seus clientes como parceira inseparável, e pelos colaboradores como modelo de relações de trabalho.

 

Valores e Crenças: Em que acreditamos?

Acreditamos, em primeiro lugar, que nem a Tecnologia, nem os Processos e nem mesmo o Negócio são fins em si mesmos, e só fazem sentido se gerarem benefícios para as pessoas em sua volta e, através delas, à sociedade em geral.

Acreditamos na Inovação, através da qual dirigimos nossa curiosidade para soluções criativas para problemas velhos e novos.

Acreditamos no Conhecimento, que vai além do mero acesso à Informação, e permite alcançar objetivos pessoais e corporativos da forma mais eficiente e eficaz.

Acreditamos também, por outro lado, no Pragmatismo, pois é necessário sermos capazes de transformar a teoria em prática, obtendo resultados concretos.

Acreditamos, enfim, que na prática, a teoria é a mesma