Certificação TOGAF 9: um exemplo do que toda certificação deveria ser

Leia isso:

Our objective is to make certification available to individuals who have knowledge and understanding of TOGAF Version 9.

The Program is not intended to validate the ability of Candidates to use TOGAF effectively in practice, nor to determine whether Candidates are competent IT or Enterprise Architects.

Logo Certificação TOGAF 8

Sabe onde está escrito isso? Na documentação do Open Group sobre os objetivos da certificação TOGAF 9. Ao contrário de outros famosos programas de certificação profissional por aí, esse é honesto. Não quer certificar um “EAP” (Enterprise Architecture Professional), nem garantir que o sujeito é realmente um professional, com experiência e competência.

Detalhe: esse disclaimer é a primeiríssima coisa que aparece na documentação sobre certificação em TOGAF.

Dê sua opinião na área de comentários aí em baixo. Você não acha que toda certificação deveria ser assim?

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Um dia negro para a democracia brasileira

Justiça?Poucos devem se dar conta, mas a decisão pela não admissibilidade de processo penal contra Palocci pelo Supremo abre o mais terrível precedente para nossa democracia: na prática, o STF sancionou o uso da máquina do Estado para chantagear qualquer cidadão comum, ou qualquer inimigo dos poderosos de plantão…

Liberou geral. Agora, Lula vai pedir para si e para todos os seus cúmplices uma senha de acesso aos sistemas do BB, da Caixa e da Receita. Assim, não vão precisar depender de funcionários como Jorge Mattoso, os quais a partir de agora podem ter algum receio de prestar este tipo de favor a seus chefes… Aí sim chegaremos ao paraíso petista: os crimes com vítima, mas sem criminoso.

Vamos falar de crise?

De tudo o que já se falou sobre a atual crise, um aspecto me parece sobressair: o forte componente ético associado ao desabamento que estamos vivenciando.

Embora muita gente importante tenha se manifestado a este respeito, gostaria de recolher três opiniões de origens bastante distintas, mas que apontam na mesma direção.

Em primeiro lugar, temos o pensador brasileiro Eduardo Giannetti. Em seu excelente livro “Vícios Provados, Benefícios Públicos?” , ele já argumentava, em 1994, que a ética é essencial para o funcionamento do capitalismo.

Depois temos o papa Bento XVI, que vem repetidamente lembrando o quanto esta crise atual é, principalmente, uma crise de valores.

Por último, refiro-me a uma reportagem de capa recente da revista Exame, que se pergunta “O que deu errado com o Bônus?”.

Em comum, aponta-se para a ganância excessiva como uma das principais fontes do problema.

Alguns ideólogos jurássicos e oportunistas estão a regozijar-se com a crise como sendo “o fim do neoliberalismo” e até mesmo “o fim do capitalismo” (!)

É evidente que não se trata disso. O Socialismo que tais críticos defendem provou desastrosamente seus resultados. E mesmo o welfare state de tipo europeu há tempos encontra-se em um beco sem saída. Foi justamente o “neoliberalismo” que permitiu um dos mais longos e prósperos ciclos de crescimento econômico na história contemporânea, retirando milhões de pessoas da miséria em diversos países em desenvolvimento.

Portanto, temos o paradoxo de que a liberdade econômica e estímulo ao empreendedorismo de tipo norte-americano foram ao mesmo tempo os causadores tanto do longo período de pujança econômica quanto do atual desabamento dos mercados. Ou seja, a “ganância” levou ao longo período de forte crescimento, mas foi também a causa do desastre.

Quando – e onde – encontraremos o meio termo?

O discurso de governos e economistas tem ido na direção de “maior regulamentação”. Ora, regulamentação não tem faltado. A lei Sarbanes-Oxley (SOX) é draconiana em seus controles. Nunca houve –teoricamente, ao menos- tanto controle, tanta transparência, tanta boa governança, tanto acesso à informação das empresas quanto temos hoje. E nada disso adiantou… Será que ainda mais regulamentação resolverá o problema? Ou será que o buraco é mais embaixo?

Voltaremos ao assunto.

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